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Rita da Nova

Escócia // Dias 1 & 2

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Lembram-se de vos ter posto a par dos planos para a viagem de quase duas semanas na Escócia? Pois bem, chegou altura de vos contar como correu e de mostrar o percurso que fizemos. Na verdade, podemos dizer que foram umas férias divididas em dois momentos: na primeira semana alugámos um carro e demos uma volta pelo país (sobretudo pela zona das Highlands) e na segunda semana assentámos arraiais em Edimburgo para o Fringe Festival.

 

Por isso, gostava também de dividir este relato em duas grandes partes. Vou começar por contar-vos como correu a primeira semana, mais ao estilo de diário de viagem - o que fizemos em cada dia e as minhas impressões sobre cada um dos locais. Depois gostava de falar-vos com mais detalhe de Edimburgo, uma cidade que me apaixonou e que merece destaque por tudo aquilo que consegue proporcionar. Assim sendo, hoje trago-vos os dois primeiros dias passados na Escócia. Vamos a isso?

 

DIA 1 // A chegada à Escócia e a casa da árvore

O primeiro dia da viagem foi dedicado quase exclusivamente à chegada. Isto porque, embora tenhamos aterrado no aeroporto de Edimburgo e tenhamos alugado lá o carro, pusemo-nos logo a caminho do Cairngorms National Park - o maior parque natural do país -, em busca da casinha onde iriamos ficar alojados durante duas noites. Mas muitos dias mais seriam necessários para explorar completamente as maravilhas da natureza que este parque esconde.

 

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Depois de mais de 200km, chegámos finalmente ao nosso Airbnb, que se chama Tree Spirit Lodge porque passa literalmente uma árvore no meio da cabana. Não podíamos ter escolhido um sítio melhor para nos colocar no mood do que iriamos viver nos dias seguintes. O alojamento ficava mesmo ao lado do Loch Morlich, um dos muitos lagos que existem neste parque natural. E, acreditem, se há coisa que vão poder ver aqui pelo blog nos próximos dias, é lagos.

 

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Estávamos exaustos depois de uma viagem de avião e de quase 3h de carro - mais o Guilherme do que eu, porque teve que se habituar a conduzir no lado oposto - e decidimos comprar comida no Tesco de Aviemore, a vila mais perto, para jantar na cabana e tomar o pequeno-almoço no dia seguinte. Por falar em Tesco: sou só eu que vibro completamente com os supermercados dos outros países? Passo imenso tempo a passear pelos corredores para ver os produtos que têm!

 

 

DIA 2 // Muitos lagos, Stonehaven e Dunnottar Castle 

Quando ainda estávamos a planear a viagem, a querida Raquel sugeriu-nos que visitássemos o Dunnottar Castle, na costa Oeste da Escócia. Durante muito tempo convencemo-nos de que seria perfeitamente exequível fazê-lo logo no primeiro dia, no caminho entre o aeroporto de Edimburgo e o Tree Spirit Lodge, mas assim que chegámos percebemos que seria praticamente impossível. Por isso, decidimos que essa zona seria a primeira a ser visitada, até porque implicava atravessar o Cairngorms National Park - e isso pareceu-nos uma forma de juntar o útil ao agradável.

 

Levantámo-nos cedo, tomámos o pequeno-almoço para conseguirmos enfrentar o dia, e pusemo-nos a caminho de Stonehaven com várias paragens pelo caminho. A primeira foi o Loch Garten, uma agradável surpresa devido ao bom tempo que se tinha instalado. O lago é lindíssimo e o passeio matinal soube-nos pela vida. Cruzámo-nos com alguns casais mais velhos, que desfrutavam também de um passeio, e foi inevitável pensar que é assim que quero a minha reforma.

 

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Ainda a caminho de Stonehaven vimos uma placa a apontar para o Drumin Castle e decidimos desviar um pouco o percurso para o visitar. Não é excepcional, mas serviu para mostrar a liberdade inerente às roadtrips. Podemos sempre ir adaptando o nosso percurso consoante as surpresas que aparecem na estrada.

 

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Assim que chegámos a Stonehaven ficámos rendidos ao ambiente naval que por ali se vive. É uma vila piscatória muito amorosa, que contrasta muito com a natureza a que já estávamos acostumados no Cairngorms. Até começou a chover, para dar ainda mais o sentimento de estarmos num anúncio do Capitão Iglo.

 

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Fomos até ao Stonehaven Harbour para encontrar um sítio onde comer e o Old Ship Inn chamou-nos logo à atenção. Tirando as grandes cidades como Glasgow e Edimburgo, a maioria dos restaurantes na Escócia são, simultaneamente, espaços de alojamento (daí o “Inn” no nome). E, pessoas, foi ali, naquele pequeno porto de uma cidade escocesa, que me apaixonei para toda a vida. Eu já sabia que o salmão fumado escocês era maravilhoso, mas o que eu não sabia é que existe a versão cozinhada do salmão fumado - Hot Smoked Salmon para os amigos - que é ainda melhor. Desde que o provei pela primeira vez, passei a procurá-lo em todos os restaurantes a que fui durante a viagem.

 

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De barriga confortada, fomos então a caminho do Dunnottar Castle (o motivo pelo qual decidimos dar esta volta grande). Fiquei sem palavras assim que o avistei: fica situado junto ao mar, numa entrada de terra, e mesmo o facto de estar a chuviscar e de o céu estar cinzento não lhe tirou o encanto. Valeu cada quilómetro que percorremos para o visitar.

 

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No regresso a casa tivemos ainda tempo de visitar o Craigievar Castle, que parece saído de um conto de fadas. Tive pena que já tivesse fechado - as coisas na Escócia fecham todas muito cedo, mas sobre isto falar-vos-ei com mais pormenor noutra altura. Passámos de carro junto ao Loch Pityoulish e ainda houve tempo para caminhar junto à margem do Loch an Eilein antes de jantar, para ver o castelo em ruínas no meio da água. Fiquei agradavelmente surpreendida por perceber que, no Verão, a Escócia tem muitas horas de luz (o sol nasce pelas 5h30 e só se põe por volta das 20h30). Por isso, tive sempre a sensação de aproveitar muito bem os dias e de conseguir fazer muita coisa.

 

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Tínhamos pensado jantar no Old Bridge Inn, em Aviemore, um restaurante de que tínhamos ouvido falar muito bem, mas infelizmente estavam demasiado cheios para conseguirmos sentar-nos. A empregada sugeriu-nos que jantássemos no Cairngorm Hotel e ficámos muito bem servidos. E adivinhem o que pedimos para entrada? Exactamente - Hot Smoked Salmon. Eu disse-vos que tinha ficado apaixonada.

 

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Eu sei que são muitos sítios e que é difícil ter noção geográfica dos sítios por onde andámos, por isso preparei um pequeno mapa onde podem consultar cada um dos pontos de que falei.

 

 

 

O que acharam deste primeiro diário de bordo por terras escocesas? Já conheciam ou têm curiosidade em conhecer algum destes sítios? Brevemente vou voltar a falar-vos desta viagem, fiquem por aí!