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Rita da Nova

Coisas que gostava de dizer à Rita de há 10 anos

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Ultimamente tenho pensado muito nesta coisa do “eu do passado, “eu do presente” e “eu do futuro”. Porque, na verdade, somos a mesma pessoa e somos tão diferentes. Isto que vos digo não é nada de novo, sou só eu a fazer um balanço interior do meu último ano, agora que faltam poucos dias para chegar os 26. Como já vos disse, não sou a maior entusiasta no que diz respeito ao meu aniversário (já quanto ao dos outros não posso dizer o mesmo), mas ainda assim gosto de pensar sobre aquilo em que mudei e aquilo em que me mantive igual à medida que o tempo passa.

 

No outro dia imaginei como seria se a Rita com 16 anos, a Rita de hoje e a Rita com 36 se sentassem na mesma sala a conversar. Pensei nas perguntas que faríamos umas às outras e na curiosidade normal que as mais novas teriam com a mais velha, já que seria a única a saber coisas que nenhuma das outras sabe. Sei que faria as perguntas necessárias à Rita do futuro, mas também sei que gostaria de dar alguns conselhos à Rita de 16 anos. Sabem como é, já lá estive e sei o que ela gostaria de ter ouvido em determinados momentos. E este post é exactamente sobre as coisas que diria à Rita do passado.

 

 

“Um dia vais gostar de fazer exercício físico”

Não te rias, nem negues já! Eu sei que pode parecer mais impossível do que ires a Marte, mas é verdade. A determinada altura, depois de acabares a faculdade, vais inscrever-te num ginásio e ir todos os dias não vai ser uma obrigação. Por isso, nada de inventares que estás com o período pela terceira vez este mês para veres se te safas da aula de educação física. Experimenta aos poucos e vais ver que gostas.

 

“Tenta não criar demasiadas expectativas”

Ambas sabemos que é uma mania que temos desde pequenas, só que as expectativas não te vão trazer nada de bom. Não quero com isto dizer que não deves sonhar ou traçar planos mirabolantes! Quero só que deixes de pôr a tua realização nas mãos dos outros; eles não têm obrigação nenhuma de te fazer feliz, nem de cumprir as expectativas que criaste na tua cabeça. Quanto menos esperares dos outros, mais eles te vão surpreender positivamente.

 

“Deixa de perder tempo com livros e séries de que não gostas assim tanto”

Não estás assim tão interessada nesse livro? Adormeces sempre que tentas ver essa série? Então porque é que estás a perder tempo com isso? Sim, eu sei o que vais dizer: “não gosto de deixar coisas a meio”. Mas sabes que mais? Estás a perder horas da tua vida que poderias estar a usar em coisas que te dão realmente prazer.

 

“As pessoas vão e vêm”

Vais perder algumas pessoas importantes, mas isso não é só culpa tua. A determinada altura vais perceber que, para estares bem, precisas que determinadas pessoas deixem de fazer parte da tua vida. É uma questão de redecorares a tua casa com a mobília que te resta. Outras vezes, vais conhecer pessoas ainda mais especiais e que têm a capacidade de te mudar. Guarda essas e esquece o resto.

 

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(via Pinterest)

 

 

“Não vais ser aquilo que ambicionas… e ainda bem”

Neste momento ainda não sabes, mas vais querer ser jornalista. Vais estudar com esse objectivo em mente e vais, até, chegar a trabalhar nessa área. Depois a vida vai trocar-te as voltas, mas isso não tem mal. Só assim conseguirás descobrir novas paixões e talentos que não sabias que tinhas. Ah, mais uma coisa. Quando chegares aos 26 anos, também não vais ter 100% de certeza relativamente ao que queres fazer da vida… e isso também não tem mal nenhum.

 

“Escreve, caraças!”

Se há uma coisa que te define, é esse teu amor pela escrita e pelas palavras. Tu já o sabes, não preciso de to confirmar. Mas preciso de te dizer - assim como preciso que me digam - que tens que escrever mais. Escreve, mesmo que depois apagues. Escreve, mesmo que nunca chegues a mostrar a ninguém. Se queres viver bem, por favor escreve.

 

 

Alguma vez fizeram este exercício mental de terem uma conversa convosco mesmos, em alturas diferentes da vida? Se pudessem sentar-se com o vosso “eu do passado”, o que é que lhe diriam?

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