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Rita da Nova

Coisas que aprendi ao ser mãe de gatas

Uma é reguila e tão comunicativa, que fala connosco assim que chegamos a casa. A outra é calma, snob e tem nojo de tudo e de todos. Uma chama-se BB-8 e a outra Guinness, mas os veterinários já lhes chamaram BêBê Oito e Guinnex. Uma não limpa aquilo que faz na areia, a outra vai atrás tapar porque, lá está, tudo lhe faz muita espécie. A BB-8 nunca se consegue decidir com quem quer estar e passa a maioria do tempo a passar de colo em colo. Já a Guinness só aceita colo quando é ela a pedi-lo - e mesmo assim não dura muito tempo. Uma dorme esparramada em cima do Guilherme ou nos nossos pés. A outra acorda-me e meio da noite para esfregar o nariz na minha cara, no meu pescoço, no meu cabelo, às vezes até nos meus olhos. Amuam quando vamos jantar fora e fazem asneiras, mas pedem desculpa assim que voltamos.

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Faz hoje um ano que decidimos ficar não com uma, mas com as duas. São as duas tão únicas que era impossível trazer apenas uma. Às vezes olho para elas e penso como é possível terem crescido tanto em tão pouco tempo, se quando as vi pela primeira vez cabiam nas minhas mãos. Aqueles dois pequenos ratinhos tornaram-se quase tigres e ao longo deste ano aprendi uma lição muito importante com elas.

Aprendi que altruísmo é uma forma de amor. Só sabemos verdadeiramente o que é gostar quando pomos as necessidades dos outros à frente das nossas, e isso é tão verdade para as pessoas como para os animais. Quantas vezes não deixei de sair de casa porque a Guinness e a BB-8 estavam doentes? Quantas vezes não acordei a meio da noite porque a BB-8 tinha que por um creme no olho de 4 em 4 horas? Quantas vezes não deixei de comprar coisas para mim, para poder comprar uma ração melhor?

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E sabemos que gostamos a sério porque fazemos tudo isto sem pensar duas vezes - não nos custa, é natural. Queremos tanto que estejam bem, que naquele momento nem nos lembramos que tínhamos coisas combinadas ou que queríamos mesmo fazer aquela viagem. Obviamente que não é saudável colocarmos sempre os outros à frente de nós mesmos, mas vocês certamente compreendem o que quero dizer. A Guinness e a BB-8 são mais do que bolas de pêlo que interagem. São a alma e a essência da nossa casa, fazem realmente parte da nossa família e tornam-nos pessoas melhores todos os dias. E se forem tão felizes quanto eu sou desde que as tenho na minha vida, então está tudo bem.

Também aprendi que é normal fazermos coisas parvas, como passar a vida a mostrar fotografias dos nossos gatos como se fossem filhos e, até, criar um Instagram só para esse efeito. Sim, podem acompanhar a Guinness e a BB-8 aqui

E agora cuteness overload em forma de fotografias só porque sim:

 

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Também têm animais de estimação? Apresentem-mos!

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