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Rita da Nova

Primavera em Praga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Praga. A minha primeira experiência mais a leste deixou-me muito perto do paraíso arquitectónico. Diz-se que as torres e as cúpulas checas foram inspiradas no modo italiano de fazer edifícios. Os meus olhos ficaram constantemente pregados no cimo, nos pontos mais altos da cidade, para mim os mais bonitos de todos. Não é que tenha uma escala monumental, mas os picos dos edifícios são fascinantes.

 

A parte mais antiga é do mais medieval que se pode imaginar. A possibilidade de nos aparecerem ao lado cavaleiros e damas dessa época torna-se tão plausível como um espirro depois de uma corrente de ar. Ao mesmo tempo, vemos os sinais de modernidade nas roupas das senhoras que passam na rua, cada uma mais elegante que a anterior.

 

O misticismo paira por cima das nossas cabeças como uma nuvem carregada de água, prestes a rebentar. Praga rima com cinzento: cinzento de magia e de secretismo. E, ao mesmo tempo, existem aqueles pormenores azuis e dourados que dão encanto ao conjunto. As pessoas parecem mover-se de acordo com esta premissa: nem demasiado depressa, nem demasiado devagar. Tem um ritmo próprio, que nos convida a demorarmo-nos um pouco mais nas suas paredes e nas margens do rio.

Calcorreei as ruas de Praga numa Primavera mais fria do que  o normal. É fácil de o fazer, sem nos cansarmos. E agora volto lá, já no final deste mês, esperando que o Outono me acolha com a mesma intensidade.

 

  
Uma vez disse, algures, que terei sempre um fascínio pelo ponto mais alto de qualquer coisa.
 
 
 
 
Quem for a Praga e não se perder nos detalhes é porque anda distraído com coisas menos importantes. 
 
 
  
O Castelo de Praga não saiu das histórias de encantar, mas maravilha mais do que se assim tivesse sido.
 
  
  
Os rios são mais do que um manto de água a atravessar uma cidade. São braços de conforto que a envolvem.
 
  
  
Em Praga não fomos nós que entrámos numa história fantástica. Foi ela que entrou, irremediavelmente, em nós. E dificilmente sairá.
 
  
  
Vale a pena pregar os olhos na Torre do Relógio, ao meio-dia. Todos os dias. 
 
 

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