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Rita da Nova

Paris num manto de chuva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paris. À chuva. Foi assim que a vi e vivi. Já muito se disse sobre esta cidade, para alguns a mais bonita de todas. Será sempre arriscado escrever sobre Paris. Mas é um risco ainda maior e quase inevitável aquele de nos apaixonarmos por ela.

Não é que a cidade precisasse, mas a chuva deu-lhe um encanto especial. A magia natural do reflexo de um sol tímido nas poças de água que fazem ninho no chão. A melhor sensação foi a de andar sem guarda-chuva, levar com as gotas na cabeça e sorrir, mesmo arriscando uma forte constipação. Afinal, estava em Paris.

Normalmente é visto como um destino romântico, para partilhar a dois, mas eu fui sozinha. Sim, claro que teria sido bom subir à Torre Eiffel ou passear ao longo do Sena com alguém. Para mim, contudo, Paris foi um reencontro comigo mesma. Estive num constante maravilhamento. Não sei se haverá outra cidade no mundo que consiga aquilo que esta faz tão bem: ser grandiosa e, ao mesmo tempo, estar à medida do homem.

Ali respira-se arte. Parece que tudo foi criado com o máximo de perfeccionismo, desde os edifícios às pessoas. Talvez as pessoas sejam uma das suas maiores riquezas: a diversidade fica-lhe bem e é bonita de ver.

Gosto sempre de recordar o momento em que fui a Sacre Coeur, para mim a parte mais bonita da cidade. Parece que o tempo não passou por aquelas ruas, mesmo que estejam cheias de turistas. Quase que se fundem com a vida daquele chão, por onde passou grande parte da massa artística de Paris. Subi a pé até à Basílica, com o cheiro da chuva a aproximar-se. Ainda não tinha chovido nesse dia.

Assim que cheguei, um senhor estava a tocar e cantar a música "Wish you were here", dos Pink Floyd, desde já uma das minhas músicas preferidas. Deixei-me ficar ali, estarrecida, a olhar para a vista. Continuei ali, mesmo quando as gotas de água começaram a cair do céu. Deixei-me simplesmente ficar. Nunca me senti tão acompanhada numa viagem.

Ficou muito por absorver, como sempre fica em sítios assim, tão carregados de história e vida. Mas também Paris não é cidade de se ir só uma vez na vida.

 

 

 
Torre Eiffel mascarada de Paz. E em todas as línguas.
 
 
Louvre, onde o antigo e o novo se fundem naturalmente.
 
 
As cores de Paris serão sempre das mais bonitas do mundo.
 
 
Não quero tirar mérito à Notre-Dame, mas Sainte-Chapelle tem em beleza aquilo que lhe falta em tamanho.
 
 
L'amour à Paris.
 
 
Há cenários mais parisienses que a própria cidade no seu conjunto.

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