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Rita da Nova

Veneza, a cidade encantada

 

Numa cidade em que as gôndolas substituem os carros, não é de espantar que as pessoas pareçam voar em vez de andar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Veneza. Teria sempre que começar um blog sobre as minhas viagens com este destino. Um dia disseram-me que se sobrevaloriza esta cidade. "Não é tão nada do outro mundo quanto se julga" e "até cheira mal", deram-me como argumentos. Confesso que nessa altura perdi toda e qualquer vontade de lá ir. Óptimo, achei, porque gosto de me gabar de fugir ao que é cliché.

 

 

E a viagem surgiu meses depois, estava eu a fazer Erasmus em Turim (sobre esta seria preciso um blog inteiro, de tão direito que me foi ao coração). Uma colega polaca sugeriu a viagem. Dois dias, apenas isso. E eu aceitei, mesmo havendo a possibilidade de irmos só as duas. Gosto de viajar assim, em grupos pequenos ou até sozinha. Lá fui, tentado neutralizar ao máximo as minhas expectativas. "O que for, será", pensei.

 

 

Ainda convenci uma amiga portuguesa a ir connosco, o que não foi uma tarefa nada difícil. E pusémo-nos a caminho, as três, prontas para um fim-de-semana na outra ponta do norte de Itália.

 

 

Agora digo-vos: não estava preparada para o que vi. Se houve um destino que me deixou constantemente de boca aberta, foi Veneza. Ali respira-se história em cada ruazinha magra e sinuosa. É fácil perdermo-nos e é isso que a cidade quase que nos exige. Convida-nos a ir cada vez mais longe, a virar à esquerda e à direita num labirinto que não acaba mais.

 

 

Sempre que me recordo de Veneza não consigo deixar de imaginar que, um dia, alguém a recortou das ilustrações de um conto-de-fadas e decidiu colá-la ali, naquele cantinho. 

 

O melhor que há a fazer é guardar o mapa na mochila e seguir sempre em frente, embrenharmo-nos no coração da cidade. Ela pede que respiremos uma vida mais antiga que o próprio mundo, carregada de romance. É um sítio sem igual e voltarei lá, nem que seja para me encontrar onde me deixei ficar perdida.

 

 

 
 
Em Veneza tudo é um reflexo constante do que foi, é e será.
 
 
 
Piazza San Marco, onde a imponência mora nos detalhes.
 
 
 
Momento "os animais são nossos amigos". E este era especialmente afável.
 
 
 
Numa cidade em que as gôndolas substituem os carros, não admira que as pessoas pareçam voar em vez de andar.
 
 
 
As pontes são as paredes do labirinto que é Veneza.
  
 

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