Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Rita da Nova

Berna, uma casa de bonecas em ponto grande

 

 

 

Berna. A minha passagem pela capital suiça foi realmente veloz. Uma "visita de médico", como se costuma dizer. Ainda assim, o tempo que lá estive foi suficiente para me dar a sensação de ter entrado, como que por magia, numa casa de bonecas em escala gigante. Berna é uma cidade pequena mas é perfeitamente habitável e é isso que a torna tão aprazível de conhecer. Não são precisas mais do que duas horas para ter percorrido todas as suas ruas, mas há um encanto especial em cada uma delas que nos faz querer calcorreá-las de novo.

 

É como se a cada esquina nos cruzássemos com personagens que só conhecemos das histórias fantásticas e quiséssemos ter a certeza de que estavam mesmo lá. O que surpreende em Berna é que essa essência nunca desaparece. Eu diria até que se multiplica. Talvez seja a arquitectura - tão tipicamente alpina e tão amorosa -, ou talvez seja apenas a neblina muito suave que paira por cima da cidade. Talvez seja o rio, que com o seu azul límpido consegue romper com a festa verde das árvores e dar-lhe um ar ainda mais agradável. Talvez sejam as pessoas. Ou talvez, só talvez, seja isto tudo e mais alguma coisa não de pronunciável.

 

Há coisas constantes na Suiça e Berna não é excepção. Falo das horas. Da pontualidade. Aqui tudo anda no compasso dos relógios e, mais do que isso, tudo parece regido por um relógio invisível que toca silenciosamente e dá um ritmo próprio à cidade.

A verdade é que não é preciso visitar um parque da Disney para sentir na pele um mundo encantado. Passear pelas ruas de Berna, observar as suas pequenas casas e a forma como estão decoradas por fora é mais do que suficiente. Afinal, que outra cidade teria ursos verdadeiros como homenagem ao seu próprio nome e tomaria conta deles como se fossem pessoas?

 

 

 
 
É engraçado ver como, mesmo que as horas e a pontualidade sejam valores importantes, Berna é tão descontraída e parece criar uma temporalidade só sua.
 
 
 
Lá porque uma cidade é clara, não significa que não possa brincar com as sombras quando lhe apetece.
 
 
 
Ursos, ogres, fadas... são figuras tão naturais em Berna que nos fazem sentir como se fossemos nós os seres estranhos.
 
 
 
 

Olhar para os pontos mais altos desta cidade é ter quase a certeza que iremos ver um relógio e situar-nos no tempo.

 

3 comentários

Comentar post