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Rita da Nova

Budapeste, uma jóia atravessada pelo Danúbio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Budapeste. Era uma paragem incontornável nesta viagem, acima de tudo porque fazia parte de uma lista de cidades "a visitar com urgência". A primeira coisa que posso dizer é que impossível que alguém fique desiludido com Budapeste. Por mais coisas boas que se oiça ou por mais fotografias bonitas que se veja, a cidade tem o dom de maravilhar um bocadinho mais a cada minuto que passa. Não é um encanto que vem das pessoas que lá moram, até porque Budapeste já é muito turística e não achei que os húngaros fossem um povo especial. É qualquer coisa que está nas ruas, no ar e nos edifícios. A vida de Budapeste está-lhe cravada nas pontes e flui com o curso do Danúbio.

 

O melhor que há a fazer nesta cidade é, efectivamente, passear nas margens do rio. Por mais vezes que por lá se passe, a paisagem vai parecer sempre ligeiramente diferente e ligeiramente mais bonita. Pouco a pouco e muito devagarinho. Até que, no final, estamos irremediavelmente presos nela.

 

Budapeste era, na verdade, três cidades diversas. Eu diria que estão melhores juntas que separadas. A diversidade entre zonas existe - está claramente lá - mas elas fundem-se tão bem umas nas outras que a origem parece ser a mesma.

 

 

Há outra coisa nesta cidade que ainda não encontrei em mais lado nenhum: a Budapeste de dia e a Budapeste de noite são a mesma face de moedas diferentes. A paisagem é a mesma, mas parecemos transportados para um local totalmente novo à medida que o sol se põe ou quer nascer. E por mais que se tente capturar esta essência, parece que ela nos foge por entre os dedos ou que teima em desaparecer das fotografias que tiramos. A única forma de gostar de Budapeste na sua totalidade é indo lá. O que eu duvido é que haja uma forma de inverter o processo.

 

 
As cores de Budapeste têm o poder de encaixar umas nas outras com uma das maiores harmonias que eu já presenciei.
 
 
 
 
À noite, a cidade parece entrar num jogo de luzes interminável.
 
 
 
Há sempre qualquer coisa de inesperadamente bonito em Budapeste, mesmo em dias mais cinzentos.
 
 

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